terça-feira, 18 de dezembro de 2012

AS ORIGENS DO METAL ALTERNATIVO 2

Niggizz Can't Sang Rock & Roll

 

Eis-nos de volta, após termos chegado à brilhante conclusão de que o Stevie Wonder é o Santo Patrono de tudo o que é Metal Alternativo, aceitando no entanto que a sua ascendência é mais verificável no Metal de índole Funkeira. Nada mal, hein? Construções lógicas destas são impagáveis. Impagáveis, uma porra! Esperem só até eu perceber como é que faço os links para receber donativos… Ora essa!

Claro que os Mother’s Finest, que até lançaram um álbum homónimo em 1973 (e um outro também só chamado «Mother's Finest» em 1976, o que dá para fazer uma confusão dos diabos), e cuja música assentava num balanço entre riffs de guitarra pesados e solos e em ritmos funky acentuados com vocalizações da melhor Soul da Motown, não são para aqui chamados, uma vez que não me dá jeito. Sabem como é, para se fazer uma boa tese deve-se eliminar toda a informação relevante que não vá de encontro às nossas ideias – mesmo que seja boa informação! Acho que vi esta merda num filme qualquer…



JÁ CHEGA DE PALEIO INTELECTUAL! CURTAM MAS É ESTA DESBUNDA...


E pronto, agora que já verificámos que os Mother’s Finest não influenciaram nada, nadinha, coisíssima nenhuma, tudo o que for Funk metaleiro que se segue a eles – aliás, nas suas próprias palavras “Niggizz Can't Sang Rock & Roll” – podemos seguir em frente.

É nos últimos anos dos 80's que o Metal de Alterne, como doravante passará a ser conhecido, no seu lado mais Funkeiro, vestido de lantejoulas e de Black Pride, se define numa forma definitiva, incorporando além do Heavy Metal, do Funk e da Soul (está provado que nos 80’s é que havia alma, por isso é que estão na moda), o Hardcore e o Thrash mas também o Reggae, o Rhythm and Blues e o Rap, para tornar a salada mais apetitosa.

Não se pense, no entanto, que essas bandas seguiam uma fórmula. Ná! Eram bastante distintas entre si e é assim que levarão o alternanço, de dança em dança pelos 90's adentro.


Uma das bandas mais exemplares para se ter uma ideia dessa salganhada de estilos são os 24-7 Spyz (é para ler “Twenty-Four-Seven Spies”), da Bronx (Bang! Bang!) em Nova Iorque. Recomenda-se os dois primeiros álbuns: «Harder Than You», de 1989 e «Gumbo Millennium», de 1990.

ISTO É O QUE ACONTECERIA SE O DIO TIVESSE CARAPINHA:
 

 
A fusão siderúrgica do Metal com o Funk e outros géneros que a maior parte dos heavys detestam vai ser uma cena internacional. É da Holanda – de onde mais podia ser pá? Os gajos fumam brocas à vontade e compram cogumelos mágicos como se fossem de supermercado – que nos chegam um dos melhores exemplos de alterne. Alterne? Não, porra! Não sabem que basta passear por De Wallen, para terem melhor que isso? Em vez de uma gaja que tá a ver se vos embezana, até vos amaciam o pêlo.


Ooooops!!! Enganei-me! E quem é que vos manda serem rebarbados? Bem, pelo menos isso tem as suas vantagens e, como é óbvio que viram o sketch até ao fim para ver se viam umas mamas, paparam com a campanha, o que não vos fez mal nenhum.
Mas que merda é essa de irem às putas? Foda-se! Querem dar uma, arranjem paleio, tratem bem a mulher que desejam, dêem-lhe flores, etc. É preciso explicar?
Vá, desta é a sério - da Holanda, os Urban Dance Squad:
 
 
Deixando o melhor para o fim, não podia terminar este apanhado de afro-gringos holandeses, que funkam no alterne sem falar da banda que mais sucesso teve nesta dança.
 
Falo dos Living Colour, do guitarrista Vernon Reid - um autêntico Eddie Van Halen de carapinha. Sim, Van Halen e não Jimi Hendrix, que os licks de guitarra (se calhar as lambidelas também, não experimentei) do Reid são na onda do primeiro, não do segundo. Aviso, desde já, que essa mania de comparar todos os guitarristas pretos ao Jimi soa a racismo. E depois, o Van Halen é de origem holandesa por isso tem muito mais a ver com o assunto do que um Hippie agarrado que sufocou no proprio vómito. Essa nojice não é nada Funky!
 
Sendo, também eles, novaiorquinos, e embora não me pareçam ser da Bronx (Naaã! Têm mais ar de meninos...) é no circuito hardcoriano do CBGB's que vão, desde 1984, ganhar o traquejo e a credibilidade das ruas para serem levados a sério pelas comunidades punko-metalianas, que por muito paleio que tivessem da "união faz e força" e merdas do género, e da idolatria dos Bad Brains, na realidade, eram poucos os negros que se movimentavam no meio, cirandando estes mais pela então emergente cena Hip Hop.
 
Nos anos seguintes, e até acabarem a meio dos 90's, vão produzir três álbuns excelentes («Vivid», de 1988; «Time's Up», de 1990; e «Stain», de 1993) que, não só nos fazem saracotear a peida ao som do melhor que se fez em termos de alternanço funkeiro (experimentem lá fazer isso e 'air guitar' ao mesmo tempo! É cá um exercício...), como vão parar ao topo das tabelas de vendas, legitimando o Black Metal (Metal Negro, certo?) entre as legiões de WASPes da Gringolândia, não que nós queiramos saber de Brancos, Anglo-Saxões, Protestantes para alguma coisa e ainda menos de sucesso, lantejoulas e merdas dessas uma vez que aqui a malta mora na subcave esquerda do underground... Olha a porra!
 
 
NIGGIZZ CAN SANG ROCK & ROLL!!!
 
 
 
 

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